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quinta-feira, 12 de abril de 2007

Aborto Elétrico - A Lenda

A Turma da Colina:

Brasília, ano de 1978. Numa festa, ao som de Sex Pistols, Ramones, The Clash e Joy Division, nasce um elo que iria mudar a cara do Rock Nacional anos depois. Fê Lemos, que havia acabado de voltar da Inglaterra, fica curioso em saber quem são os donos daqueles discos, pois eram o “som do momento” na Inglaterra, mas não no Brasil.



Lemos foi então apresentado ao dono dos discos – Renato Russo. Pela afinidade musical, passaram a sair juntos e um a freqüentar a casa do outro. Logo Renato estava enturmado com os amigos de Fê. Nascia ali a Turma da Colina – apelido dado ao conjunto de quatro prédios que apontava para o Lago Norte.

No começo, se encontravam para farrear; porém, Renato respirava música e queria mais. Renato era do tipo bem informado, e quando começava a falar ninguém o interrompia. Aglutinador, sempre ligava pros amigos marcando os encontros da Turma da Colina e formulava idéias de atividades em grupo.

Nasce o Aborto Elétrico:

Ainda em 1978, Renato e Fê conhecem André Pretorius. Fê combina com André de formar uma banda com outro amigo, André Muller (que estava morando fora do Brasil), porém Renato se antecipa e os convida para participar de uma banda. Ele ficaria encarregado do baixo, Fê tocaria bateria e Pretorius, guitarra.



Renato passa os dias compondo o repertório do grupo. O primeiro show foi apenas instrumental, em um barzinho chamado “Só Cana”. Nesse show, Pretorius quebrou a palheta e continuou a tocar, ferindo-se nas cordas. O show continuou com o sangue escorrendo pelas mãos do guitarrista. Curiosamente, esse foi o primeiro e único show de Pretorius, que em seguida foi servir ao exército da África do Sul, entrando então Flávio Lemos no baixo. Renato Russo viria a tocar guitarra, logo substituído por Ico Ouro-Preto, ocupando-se então somente dos vocais. Pretorius ainda participou de ensaios, ao voltar de férias, durante as composições de músicas que viriam a ser sucesso nacional, como “Que país é este” e “Veraneio Vascaína”, dentre outras. Pretorius morreu de overdose em 1985, nos EUA.

O auge:

Em 1981, o aborto elétrico alcança seu ápice, fazendo vários shows em Brasília, dividindo o espaço com novas bandas, como Plebe Rude e Blitx. Porém, Renato sonhava alto. Como se previsse o futuro, desenhava capa de discos e planejava sua carreira numa banda de rock.



O fim:

Em 1982, Renato e Fê entram em discussão em torno da música “Química”. Fê achava que Renato Russo estava forçando a barra, pois os dois eram ótimos em química, além de achar a música horrível. Os dois ainda tiveram alguns desentendimentos, como em um show em que Fê jogou uma baqueta em Renato e o acertou na cabeça.



Depois que Renato saiu, Fê ainda continuou com a banda por um tempo. Mas o Aborto não resistiu muito sem a presença de Renato. Fê então o chamou para uma última apresentação, e assim o Aborto chegou ao fim.

Seis meses depois, Fê e Flávio integrariam a banda Capital Inicial, e Renato Russo viria a ser um “Trovador Solitário”. Mas essas são outras histórias a serem contadas em breve...

Opinião de Roberto L.:

Considero o Aborto Elétrico a “maior banda underground do Rock Nacional”, pois além das pessoas que à época moravam em Brasília, ninguém viu sua existência - mas todos ouvimos falar, sendo até mesmo comparada a uma lenda. E, com certeza, foi de suma importância para a formação de outros grupos que compõem o Rock Nacional.

Repertório:
"1977", "A Dança", "Admirável Mundo Novo", "Ainda é cedo", "Anúncio de Refrigerante", "Azul", "Baader-Meinhof Blues nº1", "Benzina", "Boomerang Blues", "Conexão Amazônica", "Construção Civil", "Dado Viciado", "Desemprego", "Despertar dos Mortos", "Faroeste Caboclo", "Fátima", "Ficção Científica", "Geração Coca-Cola", "Head On", "Helicópteros no Céu", "Heroína", "Love Song One", "Mais uma vez", "Metrópole", "Música Urbana", "Não Ditas Por Mim", "No fun my babe,no fun", "O Grande Inverno da Rússia", "O Que Eu Quero", "O Reggae", "Pensamentos Tão Completos", "Pride day", "Que País É Este", "Química", "Sentidos", "Soldados", "Submissa", "Tédio", "Tempo Perdido", "Veraneio Vascaína".

Em 2006, o Capital Inicial fez um registro em CD de algumas músicas do Aborto. Vale a pena conferir.


MTV Especial: Aborto Elétrico – Capital Inicial (2006)



1. Tédio (Com um T Bem Grande pra Você)
2. Love Song One
3. Fátima
4. Helicópteros no Céu
5. Química
6. Ficção Científica
7. Conexão Amazônica
8. Submissa
9. Geração Coca-Cola
10. Baader Meinhoff Blues 1
11. Heroína
12. Verde e Amarelo ou Despertar dos Mortos
13. Veraneio Vascaína
14. Construção Civil
15. Benzina
16. Música Urbana
17. Que País é Esse
18. Anúncio de Refrigerante

2 comentários:

Paula disse...

É, o legado de Renato não morrerá jamais. ele era um poetam capaz de se manter atual ainda hoje. para os jovens e para os velhos.
E agora João do Santo Cristo vai virar filme. Achei um blog legal que fala de músicas alternativas e deu essa notícia:
http://www.mp3samsung.com.br/blog

Portal80 disse...

Oi, Renato, Cazuza ... seeempre. Poesia, inteligência e um pouquinho de VIDA também!

Passo no seu blog pra dar uma olhada, e gostei. Apesar dos anúncios atrapalharem um pouco na visualização dos textos. ;p

Espero voltar e se quiser olhar o meu - http://portal80brasilia.blogspot.com/

Abs.